Sócios fundadores: Foram duzentos e um dos quais se destacam, por ordem alfabética, os seguintes nomes: Abraão Bensaúde, Dr. Adriano António Rodrigues Azevedo, Dr. Álvaro Pereira Bettencourt Lopes, Amâncio Gago da Câmara – Barão de Fonte Bela, Dr. André António Avelino, Padre António Egídio Sousa, Padre António Francisco Resendes, Dr. António Joaquim Nunes Vasconcelos, Dr. António Rodrigues Vaz, Baltazar Rebelo Borges Castro – Visconde de Santa Catarina, António Manuel Medeiros Costa Canto Albuquerque – Visconde das Laranjeiras, Dr. Carlos Augusto Schiapa Pietra, Padre César Augusto Ferreira Cabide, Dr. Ernesto Canto, Dr. Eusébio Dias Poças Falcão, Dr. Félix Borges Medeiros, Dr. Francisco Andrade Albuquerque, Dr. Francisco Leite Pacheco Bettencourt, D. Francisco Manuel Melo Câmara, Dr. Francisco Manuel Raposo Bicudo Correia, Dr. Francisco Moniz Barreto Júnior, Padre Francisco Moniz Pereira, Dr. Francisco Paula Oliveira, Dr. Francisco Silva Cabral, Dr. Henrique Pereira Paula Medeiros, Jacinto Fernandes Gil – Visconde do Porto Formoso, Dr. Jacinto Soares Albergaria, Dr. Jacinto Teves Adam, Jacob Bensaúde, Dr. João Bettencourt Andrade, Padre João Crisóstomo Bettencourt, Dr. João Inácio Simas Cunha, Dr. João José Silva Loureiro, Dr. João Soares Albergaria, Dr. Joaquim António Mata Siva, Dr. Joaquim Tomáz Oliveira, José Bensaúde, Dr. José Ferraz Tavares Pontes, Dr. José Inácio Machado Faria Maia Júnior, Dr. José Maria Tavares Ferreira, José Maria Raposo Amaral, Padre José de Medeiros Sousa, Dr. José Pereira Botelho, Padre José Ulisses Normandia, Padre Luís Francisco Cordeiro, Luís Quintino Aguiar, Padre Manuel Joaquim Fernandes, Dr. Manuel Pereira Soares, Salomão Bensaúde, Dr. Veríssimo Aguiar Cabral e Duarte Borges Câmara Medeiros – Visconde da Praia e Monforte.
Este clube resultou da fusão da Assembleia Recreativa de Ponta Delgada, fundada em 1836, e o clube de Ponta Delgada, dela dissidente, sob a denominação de Clube Micaelense.
Como, facilmente, se depreende pelos nomes de alguns dos seus duzentos e um sócios fundadores, acima transcritos, e, posteriormente, por muitos dos admitidos, o Clube Micaelense congregou, sempre a elite de Ponta Delgada e da Ilha de S. Miguel. Recorda-se, por exemplo, um dos seus mais ilustres associados: o Dr. Ernesto Rodolfo Hintze Ribeiro que, durante vários anos, foi chefe do Governo de Portugal.
Deste clube, em 1863, escrevia-se que, “ da essência do seu programa-instrução e recreio-se firma mais vivamente na faceta recreativa, porque são inúmeros os bailes, reuniões (…)”.
A propósito, digno de registo ficou para sempre o sumptuoso baile, em honra de suas Majestades El. Rei D. Carlos e sua Augusta Esposa, a Senhora D. Amélia. Foi a maior realização, na longa vida social do Clube Micaelense!
Nessa ocasião, transformada a sua sede pelas obras e decoração de que fora objecto, emprestaram-lhe sumptuosidade, vida e animação “as 250 senhoras, trajando ricos vestidos constelados de preciosas jóias, a púrpura do prelado, as togas dos magistrados, sumptuosas fardas vestidas pelos dignitários da Corte, generais, almirantes, elevadas patentes do Exército e da Armada, a ressaltar na sobriedade elegante das protocolares casacas negras, da demais assistência marcada de distinção “ que, quais sóis, à volta do Astro – Rei girando, fizeram daquele dia um marco histórico na vida do Clube Micaelense.”
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Os anos passaram!… Na poeira dos tempos e esquecimento dos homens, parece que tudo se esvaiu!… Mas não! Os que, hoje, asseguraram a continuidade deste clube têm o mesmo entusiasmo, vigor e dignidade dos que os procederam! A chama dos seus ideais está viva! E não se apagará!
Ainda hoje, os tradicionais “ Bailes de Carnaval” do Clube Micaelense são expressão requintada do dinamismo, bom gosto e finura dos seus associados.
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